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10 mitos e verdades sobre vacinas

Atendimento / Vacinas / 23 de fevereiro de 2021

Mitos a respeito das vacinas existem desde que elas foram inventadas. A grande maioria deles surge por conta do desentendimento a respeito de como as vacinas são feitas e por conta de desinformação distribuída pelos mais diversos motivos.

Hoje em dia, especialmente por conta do advento da internet e das redes sociais, mentiras envolvendo as vacinas, seus efeitos sobre o corpo e possíveis efeitos colaterais estão se espalhando com mais frequência do que nunca.

A única forma de combater a desinformação que circula sobre as vacinas é desmentindo e fazendo checagem de fatos.

E esse é o objetivo deste texto: explicar os 10 mitos e verdades envolvendo as vacinas. Confira!

1. Vacinas podem causar efeitos colaterais

Verdade! Apesar de não ser muito comum, as vacinas podem causar, sim, alguns efeitos colaterais. Entretanto, não se preocupe: eles acontecem muito raramente e a maioria deles está longe de ser grave.

Isso acontece porque toda vacina é um elemento estranho no corpo, então é normal que o nosso organismo reaja a ele.

A reação mais comum após ser vacinado é a febre baixa, que é facilmente controlada através do uso de analgésicos prescritos por um médico.

Além disso, outra reação comum é uma inflamação leve no local da injeção.

Nesses casos, é importante observar a gravidade desses sintomas e, caso eles piorem ou demorem a ir embora, procurar ajuda médica para verificar se há alguma reação a algum componente da vacina.

2. Vacinas são desnecessárias para doenças que não são tão graves, como a gripe

Mito! Doenças que muitas pessoas não consideram ser graves, como a gripe, sarampo ou catapora são preveníveis e potencialmente graves. Em outras palavras, elas podem ter sérios efeitos sobre o organismo e podem matar sim!

A ideia de que essas doenças não são tão graves provavelmente vem do fato delas terem se tornado mais raras nos dias atuais justamente por conta da vacinação.

Além disso, se vacinar não é algo que deve ser feito pensando somente do ponto de vista individual. Se vacinar é um ato de prevenção coletivo.

É uma forma de proteger pessoas para as quais essas doenças “leves” têm mais risco de serem potencialmente fatais, prevenindo a circulação do agente na sociedade e protegendo pessoas que, por uma razão ou outra, não podem se vacinar.

3. Mulheres grávidas, bebês e pessoas imunocomprometidas não devem tomar vacina nunca

Mito! Alguns tipos de vacinas, especialmente aquelas com o vírus atenuado, como a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola, por exemplo, podem ter contraindicações para gestantes e pessoas imunocomprometidas.

Contudo, existem outras vacinas, como a da gripe, que são produzidas com o vírus inativado (“morto” ou fragmentos do vírus) que são seguros mesmo para esse grupo.

Na dúvida, o ideal é sempre consultar um médico e consultar quais vacinas são seguras para o seu caso em específico.

4. O mercúrio contido nas vacinas faz mal à saúde

Mito! O mercúrio utilizado em vacinas é usado em pequenas doses como um conservante em frascos que contém múltiplas doses da vacina.

O objetivo da utilização do mercúrio é prevenir a contaminação por fungos, bactérias e outros microorganismos. Ou seja, é uma forma de prevenir complicações.

Inclusive, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a utilização dessa substância como conservante, uma vez que ele é considerado seguro e não cumulativo, isto é, é eliminado rapidamente pelo organismo após a vacinação.

5. A vacina pode causar autismo

Mito! A ideia de que as vacinas podem causar autismo começou a circular em 1998, após o médico Andrew Wakefield publicar uma pesquisa preliminar descrevendo 12 casos de crianças que teriam desenvolvido autismo após serem vacinadas contra o sarampo.

Como a sua pesquisa foi publicada no periódico Lancet, um dos mais conceituados do mundo, não demorou muito para que essa mentira se espalhasse e impactasse os índices de vacinação no Reino Unido e no mundo.

Contudo, quando a metodologia de Wakefield começou a ser analisada mais de perto por outros pesquisadores, diversos problemas foram encontrados.

Investigações descobriram que Wakefield não só desrespeitou o método científico, como forjou os resultados, pois estava no processo de patentear uma nova vacina contra o sarampo.

Após todo o escândalo vir à tona, a própria revista Lancet publicou um pedido de desculpas e Andrew Wakefield teve seu registro médico cassado.

Além disso, pesquisas posteriores em grande escala feitas pelo Instituto Serum Statens em colaboração com a Universidade de Copenhagem, na Dinamarca, e Stanford, nos EUA, comprovaram que não há relação entre a vacinação e um aumento no risco de autismo.

6. Pessoas alérgicas a ovo não devem tomar vacina contra a gripe

Depende! A vacina é contra-indicada apenas para casos onde a pessoa apresentou anafilaxia ao ovo, não sendo contra-indicada para casos de alergias leves! Isso acontece porque uma das etapas envolvidas na produção da vacina da gripe se utiliza de ovos embrionados. Isso pode fazer com que partes proteicas do ovo acabem na vacina, o que causa risco de reação forte em pessoas que apresentaram choque anafilático ao ovo.

7. Tomar vacina duas vezes não faz mal

Verdade! Tomar a mesma vacina mais de uma vez não faz mal porque as vacinas são feitas com o vírus inativado ou atenuado.

Ou seja, o potencial da vacina causar o desenvolvimento da doença já é praticamente nulo mesmo na primeira dose. Numa segunda dose eventual, o risco é ainda menor.

8. Vacinas causam microcefalia em fetos

Mito! Essa mentira provavelmente ganhou força na época do surto de zika vírus no Brasil. Como os casos de microcefalia estavam crescendo e ninguém sabia o porquê, muitas pessoas se precipitaram e culparam a vacina.

Hoje sabemos que é o próprio zika vírus que pode ser responsável pelo desenvolvimento de microcefalia em fetos.

9. Vacina proporciona 100% de proteção

Mito! As vacinas não proporcionam 100% de proteção. Entretanto, isso não muda o fato de que apresentam uma alta eficácia. As vacinas mais eficazes já feitas chegam a oferecer uma taxa de 95% de proteção.

10. Se uma doença já foi erradicada, não é mais necessário se vacinar

Mito! Isso acontece porque, mesmo que a doença tenha sido erradicada em um país ou outro, ela pode continuar circulando tanto na natureza, como em outros países.

Como vivemos em um mundo globalizado, as chances de uma doença se espalhar de um país para o outro são muito grandes, como vimos recentemente com o coronavírus.

Referências: SBIm: Sociedade Brasileira de Imunizações e Ministério da Saúde

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